palavras poéticas ditas ao telefone móvel despertam a ira do ouvinte que lamenta os passos dados para trás. diz que não tem volta, que não vale a pena recomeçar, que ninguém que evolui recomeça todo dia e sim consegue o seu lugar.
ditos em vão, lágrimas escorreram pelo rosto. a carapuça serviu no momento da fala que dizia "discurso de perdedor" e blablabla...
o punhal atingiu o peito frágil, que a cada dia fica menor pelo quantidade de dúvidas, questionamentos e insatisfações.
a única coisa que o ouvinte se preocupava era seu trabalho, era a única coisa que dizia ter na vida. não tinha mais nada, restava o amor próprio que um caminhão de mudança passou por cima, restava o ouvido que escutava do outro lado da linha, mas isso não parecia mais importar.
o tom de voz mudou, as respirações ficaram profundas ao ponto de escutar e questionar se a conversa havia despertado mais ira do que já irradiava. um não seco ecoou pelas ondas transmissoras. depois de uma hora tensa o telefone voltou a sua posição original e a única coisa que conseguiu fazer foi caminhar e tentar não pensar na sua vida.
Wednesday, November 11, 2009
Sunday, October 18, 2009
gentilezas. raras.
mínimas. esquecidas.
fazem a diferença.
olhares tímidos, lidos em entrelinhas trazem boas novas.
é de se chocar. nada visto antes.
impressiona e dá frio na espinha, que sobe até a nuca.
faz virar a cabeça e por um segundo volta tudo no lugar.
mínimas. esquecidas.
fazem a diferença.
olhares tímidos, lidos em entrelinhas trazem boas novas.
é de se chocar. nada visto antes.
impressiona e dá frio na espinha, que sobe até a nuca.
faz virar a cabeça e por um segundo volta tudo no lugar.
Wednesday, October 14, 2009
um tufão.
vento forte no rosto, vertigem, calafrio na boca do estômago.
veio querer chover, mas não.
passou . o vento levou, como diz dona adelaide.
mas a pressão baixou, caiu. foi no pé.
revirou o mundo e voltou ao normal ao final noite.
de ouvido colado, mas o pensamento em outro lugar.
um tufão!
quase entrou em um tufão.
quase foi levada. mas não.
ficou. mesmo querendo ir.
será que vai esperar o próximo ou fazer a trouxa?
vento forte no rosto, vertigem, calafrio na boca do estômago.
veio querer chover, mas não.
passou . o vento levou, como diz dona adelaide.
mas a pressão baixou, caiu. foi no pé.
revirou o mundo e voltou ao normal ao final noite.
de ouvido colado, mas o pensamento em outro lugar.
um tufão!
quase entrou em um tufão.
quase foi levada. mas não.
ficou. mesmo querendo ir.
será que vai esperar o próximo ou fazer a trouxa?
Saturday, October 10, 2009
ninguém por perto pra ver o que realmente se faz.
o tempo vira amigo, inimigo, aliado ou faz birra. muito rápido quando não se tem, muito devagar quando não se quer.
choveu, raiou, secou as folhas que grudaram no chão e se transformaram em obra.
arte. que não enxerga, difícil de explicar.
nem sempre funciona no tempo. o tempo vira contra. anda como curupira.
engana a gente, sem dó.
o tempo vira amigo, inimigo, aliado ou faz birra. muito rápido quando não se tem, muito devagar quando não se quer.
choveu, raiou, secou as folhas que grudaram no chão e se transformaram em obra.
arte. que não enxerga, difícil de explicar.
nem sempre funciona no tempo. o tempo vira contra. anda como curupira.
engana a gente, sem dó.
"você e sua íris!"
disse ela a outra que estava parada, olhando fixamente para o lado de lá, com um olhar perdido, sem saber onde ia dar. perdeu o foco e continuou olhando, até os olhos chegarem no nariz e perceber que não se queria voltar. ficar ali. hipnotizada.
desligar o pensamento e ficar sem piscar.
disse ela a outra que estava parada, olhando fixamente para o lado de lá, com um olhar perdido, sem saber onde ia dar. perdeu o foco e continuou olhando, até os olhos chegarem no nariz e perceber que não se queria voltar. ficar ali. hipnotizada.
desligar o pensamento e ficar sem piscar.
Tuesday, September 15, 2009
num carrango vermelho, possante, cortava as ruas da cidade a 20 km por hora.
corte de cabelo por fazer, sem adereços. era apenas assim.
os olhos cor de sol brilhavam sempre. era de impressionar.
a mão pequena, porém poderosa, segurava a nuca como se fosse cinema.
não deu tempo do vidro espatifar. não deu tempo de suar. o cheiro que ficou no ar era do mar, regado a álcool e cigarro.
as palavras não eram ditas, apenas sentidas. consumidas pela pele, derramadas no capô, sussurradas no pensamento, guardadas na boca mordida. o olhar revelava desejo, contido, de décadas. metade do sonho caiu na realidade, a outra ficou pra outro dia. eu não tenho pressa, dizia o taxista.
uma noite de sol, uma manhã de lua.
Saturday, September 12, 2009
do radinho de pilha vinha uma música que a fazia dançar uma coreografia inventada na hora.
seu vestido, berinjela, rodopiava com ritmo. os cabelos presos se soltavam com vontade.
logo depois, ao término do som, uma coceira se apodeirava de seu corpo.
pequenas bolinhas vermelhas surgiam, inchavam a pele, e a unha, verde-bandeira, não via como não deixar marcas.
pra se acalmar deitava no chão, só assim o mundo parava de girar. com as mãos na terra tentava sentir alguma energia cósmica que tantos falavam.
corpo fechado? não fizera nenhum pacto, mesmo assim seria possível?
as outras músicas não faziam seu vestido entrar no ritmo. as pernas não doíam, na verdade, nem as sentia.
sentou de frente para o rádio, endireitou a coluna, ajeitou o vestido, colocou as mãos sobre os joelhos e tentava, com a força do pensamento, fazer a música repetir naquele instante.
estava leve, apenas com o almoço no estômago e um suspiro doce, meia hora depois.
seu vestido, berinjela, rodopiava com ritmo. os cabelos presos se soltavam com vontade.
logo depois, ao término do som, uma coceira se apodeirava de seu corpo.
pequenas bolinhas vermelhas surgiam, inchavam a pele, e a unha, verde-bandeira, não via como não deixar marcas.
pra se acalmar deitava no chão, só assim o mundo parava de girar. com as mãos na terra tentava sentir alguma energia cósmica que tantos falavam.
corpo fechado? não fizera nenhum pacto, mesmo assim seria possível?
as outras músicas não faziam seu vestido entrar no ritmo. as pernas não doíam, na verdade, nem as sentia.
sentou de frente para o rádio, endireitou a coluna, ajeitou o vestido, colocou as mãos sobre os joelhos e tentava, com a força do pensamento, fazer a música repetir naquele instante.
estava leve, apenas com o almoço no estômago e um suspiro doce, meia hora depois.
ficar em casa sexta a noite tem suas vantagens. as divagações não param e quando se encontra um pinico elas fluem.
minto que estou de pijama, na verdade uso apenas uma calcinha roxa com listras verdes e as pessoas nem imaginam.
a porta da minha casa é trancada quando dá uma certa hora da noite, poucos entendem que depois desse ato abrí-la fica difícil. nós preservamos nossos costumes.
eu sou emocional. choro com música, novela, filme, seriado e até mesmo propaganda. choro com vinho. de chegar a soluçar.
eu confesso: tenho recaídas e isso me dá ressaca. ressaca de consciência no outro dia e uma voz que não reconheço acorda comigo. eu me fodo e ninguém tem culpa disso, nem obrigação de se preocupar comigo. tenho isso em mente.
com a mudança, além do pé de meia, fico mais jovem e com o sono em dia.
é. ruim sim. mas a vida é isso mesmo.
não sai do jeito que a gente quer; do jeito que a gente deseja e imagina.
às vezes sai melhor, outras não. e outras, ainda, saem na medida.
mas tudo passa! a uva é que mais passa.
não venha tentar pesar minha consciência. eu sou parte da veracidade dessa história.
tristeza é inevitável, assim como alegria exacerbada.
eu sempre me pego abraçada na saia do capeta e fumo junto com ele. não adianta pedir pra ele ir de calça. eu tenho uma queda por ele... acabo cheirando o cangote!
minto que estou de pijama, na verdade uso apenas uma calcinha roxa com listras verdes e as pessoas nem imaginam.
a porta da minha casa é trancada quando dá uma certa hora da noite, poucos entendem que depois desse ato abrí-la fica difícil. nós preservamos nossos costumes.
eu sou emocional. choro com música, novela, filme, seriado e até mesmo propaganda. choro com vinho. de chegar a soluçar.
eu confesso: tenho recaídas e isso me dá ressaca. ressaca de consciência no outro dia e uma voz que não reconheço acorda comigo. eu me fodo e ninguém tem culpa disso, nem obrigação de se preocupar comigo. tenho isso em mente.
com a mudança, além do pé de meia, fico mais jovem e com o sono em dia.
é. ruim sim. mas a vida é isso mesmo.
não sai do jeito que a gente quer; do jeito que a gente deseja e imagina.
às vezes sai melhor, outras não. e outras, ainda, saem na medida.
mas tudo passa! a uva é que mais passa.
não venha tentar pesar minha consciência. eu sou parte da veracidade dessa história.
tristeza é inevitável, assim como alegria exacerbada.
eu sempre me pego abraçada na saia do capeta e fumo junto com ele. não adianta pedir pra ele ir de calça. eu tenho uma queda por ele... acabo cheirando o cangote!
Sunday, August 23, 2009
me disseram uma vez: "... você pensa demais..."
achei estranho, revidei. me calei e fiquei com os meus botões.
mas na verdade era isso mesmo.
caçando pergunta onde deveria ser só sentimento.
uma amiga me disse que ouvira semanas antes a mesma frase, de vários amigos.
é coisa de mulher? é coisa de quem sente demais? não sei.
a explicação foi embora.
não sinto mais necessidade de pensar pra questionar.
dai eu leio hoje, essa hora da noite: "O pecado do amor é se meter a pensar."
e respondo "bem verdade. aprendi isso esses dias quando alguém me disse "... você pensa demais..", daí cai em mim. (...) adoro ler vc, tão simples, tão gente, tão sincero que é vida aos olhos de quem quer viver. boa noite!"
http://amoreponto.blogspot.com/ (cris guerra)
porque é lindo. é amor e ponto.
achei estranho, revidei. me calei e fiquei com os meus botões.
mas na verdade era isso mesmo.
caçando pergunta onde deveria ser só sentimento.
uma amiga me disse que ouvira semanas antes a mesma frase, de vários amigos.
é coisa de mulher? é coisa de quem sente demais? não sei.
a explicação foi embora.
não sinto mais necessidade de pensar pra questionar.
dai eu leio hoje, essa hora da noite: "O pecado do amor é se meter a pensar."
e respondo "bem verdade. aprendi isso esses dias quando alguém me disse "... você pensa demais..", daí cai em mim. (...) adoro ler vc, tão simples, tão gente, tão sincero que é vida aos olhos de quem quer viver. boa noite!"
http://amoreponto.blogspot.com/ (cris guerra)
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