Saturday, October 25, 2008
tem hora que nao dou conta de escrever. o teclado mexe. com x ou com ch? nao sei. agora eu nao sei. de nada. so sei que queria escrever sobre 444 milhoes de coisas. e o pensamento foge. rapido, ligeiro.eu cato milho.pensei em escrever sobre nos, eles, voce, eu, ela, aquela, aquele, que eu nunca vi. e observo, fieto uma coruja. eu serei punida. como? isso eu nao sei. mais uma vez eu nao sei. sabe como é voce olhar pra alguem e nao ver nos olhos aquilo. a retribuição. o premio. a conquista. eu? eu sou tia. fico sentada num canto. acompanhada do melhor amigo da mulher. olhando todos a sua volta, tendo bebendo somente dois copos. ora dançca e eu queira que voce estivesse do meu lado. na hora do pagode, do samba, voce me ver dançar. pra mim e pra voce. pois eu pra voce. e agora? quem vai me dizer onde voce tá. dormindo em casa, no decimo sono ou entao sentado aprendendo algo que vai te levar pra outro lugar, sem ar, que te tira o folego. e ae: voce ta aqui so porque é facil? so porque voce pode extravazar? so porque eu amo e voce ama, mas eu na sei hoje como voce me ama. nao me deixa claro. nao me faz entender. suo, tomo banho, me faço e disfaço pra voce que nem ve. nem nota. parei. parei com tudo.
Thursday, October 23, 2008
eu queria... mas não posso.
queria saber mandar na minha vida, na minha cabeça, nos meus instintos, no meu coração mas parece que tudo que é relacionado a mim tem vida própria. e por isso fico perdida, não sabendo qual sentimento ouvir. se caio no choro, me debato e corro atrás. ou se fico rindo, deixo a coisa fluir e não me importo de você ir.
ao lado de outra me encontro perdida. antes fosse só uma que me atormenta, mas são várias. várias. mas podem ser laranjas, pois a verdade eu não sei e sabe lá se quero conhecer.
o peito aperta e não é inchaço devido a visita mensal, é porque sabe que o relógio tá correndo e eu ando perdendo tempo em fazer algo. mas o quê? pergunto aos meus amigos de tecido dentro do meu canto. eles não respondem, pois preferem se calar pra não ter depois que escutar.
eu só queria que você me olhasse e não desviasse os olhos mais. porque eu me ajoelho, sem pedir a mão, sem rezar, pode ser até uma breve oração, naqueles dias que todo mundo merece perdão.
corre! vai lá! que eu fico aqui, a chorar, no meu canto, onde ninguém vê minha boca tremer, meus olhos incharem, minhas unhas quebrarem e você dar as costas e ir embora falando outra língua, a qual não entendo, ou então cantando músicas, que desconheço.
Sunday, October 19, 2008
você me veio a cabeça, ontem a noite inteira, ao lado de pensamentos que me dominam e me fazem afogar em copos de frutas. fiquei sabendo que estava sentado na esquina, confraternizando, com pessoas que não fazem parte da minha vida. você na cabeça o tempo todo. até quando eu fechava os olhos e ia pra bem longe, longe de onde estava meu corpo. o dia amanheceu e eu nem percebi. fechei os olhos, mais uma vez, mas nessa eu não vi você. se sonhei não sei. acordei com fome.
Saturday, October 18, 2008
me apaixonei por você e por mais piegas que soe eu não sei lidar com isso. você chegou e encantou meu peito, com os olhos, o sorriso e o cabelo entre meus dedos. e eu não sei lidar com isso. com esse sentimento que por vezes me assola, me deixa da boca pra fora, faz com que eu me precipite e quando percebo eu mesma me desarmo. você desperta a cerotonina que aqui existe e não tem como fica triste mesmo que o momento não seja o meu. seu jeito de olhar, os olhos que me permitem penetrar e tentar te mostrar que não sou de todo ruim, que ainda tem algo sutil e não apenas uma moça com um tom de voz viril. que mostra ser forte e destemida mas ai de alguém que revire a sua ferida, isso não. abre a boca e solta um palavrão daqueles incompreensíveis, um 'uécar' ou um 'vafapoli', pra não ser previsível. mas você mesmo recebendo palavreado xulo não consegue ocupar lugar menor dentro do peito. se tivesse pedestal no momento você estaria nele, mas aqui dentro tento manter tudo em um mesmo nível, pro tombo, caso aconteça, não ser tão doído. só queria sentir sua mão na minha, o cheiro do seu pescoço, olhar nos olhos e me sentir, ali, invadida sem ficar constrangida. eu queria saber falar com poucos olhares, me pouparia cordas vocais e rodeios banais. se formos beijar toda vez que nos encontrar não nos resta nada a não ser casar. 'tem que ser você' como diz aquela música antiga. o coração bate mais forte quando você chega perto e eu tenho que dar mais atenção a minha razão, em certos momentos, do que pro meu orgão em forma de punho rodeado de sangue que se aperta dentro do peito em busca de alguma solução.
Tuesday, October 07, 2008
o turbilhão do dia
vento forte na rua
as calçadas camufladas
e todo pisam na cara
um dos outros
o vento a noite é fresco
bate leve na orelha
e a água verde, que dizem que pinica,
é um deleite aos olhos
o copo suando ao lado
prefere não ser degolado
pois o sol já se foi faz tempo
megafones e buzinas passeiam pelas ruas
mas era antes da lei do silêncio
onde todos as mulheres podiam andar nuas
e os homens com seus ternos do milênio
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